A sua marca adiciona ruído ou valor?

Acontece com todos os lançamentos na cultura pop ou no dia a dia do público: sempre que algo se torna popular, as marcas correm para fazer parte. Isso acontece com piadas, datas comemorativas e, recentemente, com emojis.

Em uma pesquisa realizada pela britânica YouGov, descobriu-se que 54% dos millennials acham que marcas que utilizam emojis estão “tentando demais”. Essa mesma opinião é externada quando marcas utilizam memes. Quando marcas começam a usar, significa que já perdeu a graça.

Isso não significa que este tipo de comportamento digital seja um elemento proibido pelas marcas, pelo contrário. Muitas marcas utilizam estes artifícios com perfeição, criando um ambiente online que é bem visto por millenials e pessoas mais velhas. A diferença? Eles não usam emojis ou memes porque todo mundo está usando, mas para agregar valor à marca.

A pressão de postar o que todo mundo está postando não deve existir porque só gera mais ruído para a conversa. Transformar a comunicação em algo que agregue valor para a marca, mesmo nas pequenas coisas como datas comemorativas, é essencial para estratégias de comunicação que trazem resultados.

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O Snapchat pode sobreviver ao Instagram?

Para uma empresa ser bem sucedida, ela precisa oferecer um produto de qualidade por menos do que o consumidor pode pagar. Porém, existe outro ponto chave nessa equação: ela não pode ser copiada.

Claro, ser ou não ser copiado está fora do alcance de qualquer um. É inevitável que um bom produto seja copiado uma hora ou outra, porém o que não pode ser copiado é uma boa estratégia. O Google, por exemplo, foi copiado várias vezes. O Yahoo e o Bing são, essencialmente, o mesmo produto, mas a estratégia do Google utiliza a sua imensa capacidade de coletar dados para melhorar os seus produtos de formas que os seus concorrentes não conseguem. Ele não pode ser copiado.

Este não é o caso do Snapchat. Suas principais características são copiadas pelo Facebook e os números falam por si. O crescimento do Snapchat diminuiu 82% com o lançamento do Instagram Stories e, agora em Abril, o Instagram Stories ultrapassou os 161 milhões de usuários do Snapchat com os seus 200 milhões de usuários.

Isso significa o fim do Snapchat? Não. O Snapchat continua com duas importantes lideranças: seu tempo de uso por usuário é bem maior que o do Instagram e, a mais importante de todas, ele ainda é líder quando se trata de adolescentes (com quem a marca foi construída desde o início).

Estes diferenciais são muito importantes para o Snapchat, mas para sobreviver ao Instagram Stories a empresa precisa repensar a sua estratégia. Ter um bom produto não é mais o suficiente, os diferenciais do seu produto não podem ser copiados.

O seu maior concorrente é o problema do seu cliente

A primeira coisa que precisamos pensar antes de fazer qualquer análise de negócios é uma pesquisa sobre os nossos concorrentes. Quem são os seus concorrentes? O que eles fazem de diferente da sua empresa? O que fazem melhor? O que fazem pior? Todas essas perguntas são importantes para montar um bom modelo de negócio, porém e se a pergunta não for quem são os seus concorrentes mas o que é?

Independentemente do que você venda, o seu produto é uma solução para algum problema do cliente, por isso entender todos os obstáculos que seu cliente tem para chegar na solução deste problema é muito importante.

Se o seu foco for em seus concorrentes, talvez você só conseguirá fazer um produto ou serviço um pouco melhor do que eles já fazem, ignorando o que o seu cliente precisa. A sua empresa deve remover os obstáculos que o cliente enfrenta para chegar ao seu produto, eles são os seus maiores concorrentes.

Remover estes obstáculos não é um tarefa fácil, por isso é necessária uma boa análise sobre toda a jornada do seu consumidor até ele chegar no seu produto, algo que você nunca conseguiria focando apenas nos concorrentes.

A maior revelação desta análise é entender tudo que pode atrapalhar o seu consumidor, mesmo que não esteja relacionado ao seu produto. Se você vende produtos naturais, talvez as armadilhas dos industrializados sejam um problema, por exemplo. Entender onde está cada problema que pode ser enfrentado te prepara para criar uma jornada tranquila para o seu consumidor.

Pessoas primeiro, clientes depois

Em uma sociedade volátil como a nossa, o mercado e a forma de comprar mudam com muita facilidade. Novas tendências de mercado nascem e morrem e novas formas de consumo mudam toda a opinião pública, mas existe algo que é seguro dizer que veio para ficar: a experiência de consumo personalizada.

No seu dia a dia, o consumidor é bombardeado por por comunicação. Quando assiste TV durante o café da manhã, quando entra no transporte público, quando usa alguma rede social, basicamente o tempo todo. O volume de comunicação é muito alto para uma pessoa digerir, então ela acaba se tornando apenas um ruído. Mas e se a comunicação for personalizada para esse consumidor?

No final do ano, o Spotify criou a campanha “Obrigado, 2016, foi esquisito”. Todas as situações descritas na campanha (como a “Querida pessoa que ouviu “Sorry” 42 vezes no dia dos namorados, o que você fez?”) aconteceram com usuários reais do serviço. O consumidor, neste caso, deixou de ser apenas consumidor e se tornou parte da marca.

Se pensarmos no consumidor primeiro como pessoa, entendendo seus hábitos, do que gosta, como compra e como consome mídia, conseguimos criar uma comunicação personalizada para aquele consumidor. Com isso, ele deixa de sentir que está presenciando um monólogo porque a comunicação foi feita pensando nele, utilizando um processo de pesquisa que leva em conta que ele é um indivíduo.

Essa tendência é muito mais do uma nova forma de se comunicar, é uma revolução no mercado. As relações entre consumidores e marcas estarão mais próximas do que nunca e todos nós deveríamos nos preparar para isso.

 

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