É a vez dos micro influenciadores

Já há algum tempo, os influenciadores estão na mira de agências e anunciantes por seus números impressionantes de seguidores, mas uma nova onda de influenciadores menores estão ganhando espaço no mercado, os micro influenciadores.

Diferente de um influenciador com um grande número de seguidores, os micro influenciadores fazem conteúdos para nichos que, às vezes, são pequenos demais para alguém com uma grande base de fãs se importar.

Além disso, de acordo com uma pesquisa feita pelo Youpix, GfK e Airstrip, existe uma correlação direta entre o número de fãs e o engajamento. Micro influenciadores com até 500 seguidores geram engajamento de 7,8%, enquanto a média dos grandes influenciadores fica em 1,8%.

As diferenças não são poucas, como alcançam nichos pequenos, os micro influenciadores geralmente falam com paixão dos temas que gostam, isso faz uma grande diferença ao público e os números não mentem: mesmo posts publicitários recebem um maior engajamento dos micro influenciadores.

Isso não significa que exista uma guerra entre os dois. Só que eles são diferentes e devem ser tratados dessa forma. Se a sua campanha precisa de um maior alcance, um grande influenciador fará a diferença, mas se precisar de engajamento: é a vez dos micro influenciadores.

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A sua marca adiciona ruído ou valor?

Acontece com todos os lançamentos na cultura pop ou no dia a dia do público: sempre que algo se torna popular, as marcas correm para fazer parte. Isso acontece com piadas, datas comemorativas e, recentemente, com emojis.

Em uma pesquisa realizada pela britânica YouGov, descobriu-se que 54% dos millennials acham que marcas que utilizam emojis estão “tentando demais”. Essa mesma opinião é externada quando marcas utilizam memes. Quando marcas começam a usar, significa que já perdeu a graça.

Isso não significa que este tipo de comportamento digital seja um elemento proibido pelas marcas, pelo contrário. Muitas marcas utilizam estes artifícios com perfeição, criando um ambiente online que é bem visto por millenials e pessoas mais velhas. A diferença? Eles não usam emojis ou memes porque todo mundo está usando, mas para agregar valor à marca.

A pressão de postar o que todo mundo está postando não deve existir porque só gera mais ruído para a conversa. Transformar a comunicação em algo que agregue valor para a marca, mesmo nas pequenas coisas como datas comemorativas, é essencial para estratégias de comunicação que trazem resultados.

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O Snapchat pode sobreviver ao Instagram?

Para uma empresa ser bem sucedida, ela precisa oferecer um produto de qualidade por menos do que o consumidor pode pagar. Porém, existe outro ponto chave nessa equação: ela não pode ser copiada.

Claro, ser ou não ser copiado está fora do alcance de qualquer um. É inevitável que um bom produto seja copiado uma hora ou outra, porém o que não pode ser copiado é uma boa estratégia. O Google, por exemplo, foi copiado várias vezes. O Yahoo e o Bing são, essencialmente, o mesmo produto, mas a estratégia do Google utiliza a sua imensa capacidade de coletar dados para melhorar os seus produtos de formas que os seus concorrentes não conseguem. Ele não pode ser copiado.

Este não é o caso do Snapchat. Suas principais características são copiadas pelo Facebook e os números falam por si. O crescimento do Snapchat diminuiu 82% com o lançamento do Instagram Stories e, agora em Abril, o Instagram Stories ultrapassou os 161 milhões de usuários do Snapchat com os seus 200 milhões de usuários.

Isso significa o fim do Snapchat? Não. O Snapchat continua com duas importantes lideranças: seu tempo de uso por usuário é bem maior que o do Instagram e, a mais importante de todas, ele ainda é líder quando se trata de adolescentes (com quem a marca foi construída desde o início).

Estes diferenciais são muito importantes para o Snapchat, mas para sobreviver ao Instagram Stories a empresa precisa repensar a sua estratégia. Ter um bom produto não é mais o suficiente, os diferenciais do seu produto não podem ser copiados.

O seu maior concorrente é o problema do seu cliente

A primeira coisa que precisamos pensar antes de fazer qualquer análise de negócios é uma pesquisa sobre os nossos concorrentes. Quem são os seus concorrentes? O que eles fazem de diferente da sua empresa? O que fazem melhor? O que fazem pior? Todas essas perguntas são importantes para montar um bom modelo de negócio, porém e se a pergunta não for quem são os seus concorrentes mas o que é?

Independentemente do que você venda, o seu produto é uma solução para algum problema do cliente, por isso entender todos os obstáculos que seu cliente tem para chegar na solução deste problema é muito importante.

Se o seu foco for em seus concorrentes, talvez você só conseguirá fazer um produto ou serviço um pouco melhor do que eles já fazem, ignorando o que o seu cliente precisa. A sua empresa deve remover os obstáculos que o cliente enfrenta para chegar ao seu produto, eles são os seus maiores concorrentes.

Remover estes obstáculos não é um tarefa fácil, por isso é necessária uma boa análise sobre toda a jornada do seu consumidor até ele chegar no seu produto, algo que você nunca conseguiria focando apenas nos concorrentes.

A maior revelação desta análise é entender tudo que pode atrapalhar o seu consumidor, mesmo que não esteja relacionado ao seu produto. Se você vende produtos naturais, talvez as armadilhas dos industrializados sejam um problema, por exemplo. Entender onde está cada problema que pode ser enfrentado te prepara para criar uma jornada tranquila para o seu consumidor.